Qual o esporte mais indicado para meu filho? Essa pergunta está na cabeça de muitos pais que por falta de orientação podem acabar fazendo uma escolha prejudicial à criança. Em um primeiro momento é natural que a opção seja aquela que a escola, o clube ou a academiamais próxima oferece e eu diria que isso não está errado. Optar por uma atividade que seja fora de mão leva à desistência com mais facilidade. Então como escolher?
Esporte para crianças?
Em primeiro lugar é preciso conceituar, crianças até os 10 ~ 12 anos precisam de Educação Física, depois o Esporte Educacional pode ser introduzido. Para facilitar a compreensão sem entrar nesse assunto, que acreditem, é polêmico, darei dois exemplos. Entendam Educação Física como aulas que ainda que rotuladas com o nome de alguma modalidade, oferecem uma grande variedade de atividades, incluindo aquelas que não tem relação com a modalidade em si (ex.: jogo de queimada na aula de judô) e o Esporte Educacional são aulas de determinada modalidade que se utiliza de regras adaptadas à faixa de idade e atividades que direta ou indiretamente podem auxiliar naquela aprendizagem específica (ex.: basquete de 3 jogadores utilizando o mesmo lado da quadra). Em ambos os casos a ludicidade deve ser priorizada.
Uma boa idéia é conversar com o professor que irá ministrar a atividade. Certifique-se que ele é graduado em educação física, isso é fundamental, muito mais importante do que ser um especialista na modalidade que será ensinada. Ser especialista na modalidade passa a ser mais importante a medida que saímos do esporte educacional para o esporte propriamente dito, quando passamos a falar em treinamento.
Peça para assistir uma aula, nada como o bom senso dos pais para avaliar, pois não esqueça que por mais ético que seja o professor, vai tentar lhe vender a idéia de que o que ele ensina é realmente muito bom para seu filho.
Exemplo do que não deve ser feitoEsportes de contato, que estimulam a violência e que têm como essência a competição devem ser excluídos das opções para crianças pequenas. No domingo, dia 1º, durante o Fantástico foi veiculada uma matéria sobre a prática do Muay Thai (boxe tailandês), pelas crianças. Na reportagem é possível ver crianças de apenas 5 anos praticando e participando de competições. Apesar do professor afirmar que não há risco, que as crianças utilizam equipamentos de segurança, o Dr. João Alves Grangeiro Neto,médico ortopedista do Comitê Olímpico Brasileiro, declara que crianças não estão preparadas do ponto de vista físico e neuro-motor e ainda correm o risco de uma alteração no funcionamento do cérebro em função do soco, pois o capacete é eficaz apenas em adultos. Além disso crianças muito pequenas são expostas à um ambiente extremamente competitivo, o que não é nada saudável do ponto de vista emocional.
Um outro exemplo é o balé feito por meninas gordinhas. Longe do preconceito é preciso pensar muito antes de tomar essa decisão, pelo tipo de exposição que a menina pode ser submetida. O fato de ser gordinha pode dificultar alguns movimentos causando situações constrangedoras, que poderão acabar com a auto-estima da menina. Se houver muita insistência deixe-a fazer, mas fique de olho, ao menor sinal de desânimo e baixa auto-estima, convide-a para participar de outra modalidade mais "legal".
Como escolher?
Até os 6 anos a prioridade deve ser o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais. As atividades devem conter brincadeiras que exijam locomoção em diversas velocidades e direções, equilíbrio e manipulação de objetos. Atividades cooperativas são mais indicadas do que as competitivas, os jogos devem ter regras simples. A criatividade do professor é fundamental, pois a modalidade escolhida será apenas mais um elemento a ser utilizado na aula.
Entre 6 e 12 anos as regras passam a ter grande importância, portanto a introdução de jogos com regras mais complexas é interessante. Permitir às crianças participarem da construção das regras, enfatizar jogos onde haja a cooperação x competição. A modalidade começa a ter mais importância na aula.
A partir dos 12 anos o Esporte Educacional pode ser introduzido, as regras da modalidade serão adapatadas de acordo com a idade dos praticantes e seu nível de habilidade até chegar á regra de fato. Atividades devem ser desafiadoras e a competição pode ser estimulada.
Esporte para crianças?
Em primeiro lugar é preciso conceituar, crianças até os 10 ~ 12 anos precisam de Educação Física, depois o Esporte Educacional pode ser introduzido. Para facilitar a compreensão sem entrar nesse assunto, que acreditem, é polêmico, darei dois exemplos. Entendam Educação Física como aulas que ainda que rotuladas com o nome de alguma modalidade, oferecem uma grande variedade de atividades, incluindo aquelas que não tem relação com a modalidade em si (ex.: jogo de queimada na aula de judô) e o Esporte Educacional são aulas de determinada modalidade que se utiliza de regras adaptadas à faixa de idade e atividades que direta ou indiretamente podem auxiliar naquela aprendizagem específica (ex.: basquete de 3 jogadores utilizando o mesmo lado da quadra). Em ambos os casos a ludicidade deve ser priorizada.
Uma boa idéia é conversar com o professor que irá ministrar a atividade. Certifique-se que ele é graduado em educação física, isso é fundamental, muito mais importante do que ser um especialista na modalidade que será ensinada. Ser especialista na modalidade passa a ser mais importante a medida que saímos do esporte educacional para o esporte propriamente dito, quando passamos a falar em treinamento.
Peça para assistir uma aula, nada como o bom senso dos pais para avaliar, pois não esqueça que por mais ético que seja o professor, vai tentar lhe vender a idéia de que o que ele ensina é realmente muito bom para seu filho.
Exemplo do que não deve ser feitoEsportes de contato, que estimulam a violência e que têm como essência a competição devem ser excluídos das opções para crianças pequenas. No domingo, dia 1º, durante o Fantástico foi veiculada uma matéria sobre a prática do Muay Thai (boxe tailandês), pelas crianças. Na reportagem é possível ver crianças de apenas 5 anos praticando e participando de competições. Apesar do professor afirmar que não há risco, que as crianças utilizam equipamentos de segurança, o Dr. João Alves Grangeiro Neto,médico ortopedista do Comitê Olímpico Brasileiro, declara que crianças não estão preparadas do ponto de vista físico e neuro-motor e ainda correm o risco de uma alteração no funcionamento do cérebro em função do soco, pois o capacete é eficaz apenas em adultos. Além disso crianças muito pequenas são expostas à um ambiente extremamente competitivo, o que não é nada saudável do ponto de vista emocional.
Um outro exemplo é o balé feito por meninas gordinhas. Longe do preconceito é preciso pensar muito antes de tomar essa decisão, pelo tipo de exposição que a menina pode ser submetida. O fato de ser gordinha pode dificultar alguns movimentos causando situações constrangedoras, que poderão acabar com a auto-estima da menina. Se houver muita insistência deixe-a fazer, mas fique de olho, ao menor sinal de desânimo e baixa auto-estima, convide-a para participar de outra modalidade mais "legal".
Como escolher?
Até os 6 anos a prioridade deve ser o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais. As atividades devem conter brincadeiras que exijam locomoção em diversas velocidades e direções, equilíbrio e manipulação de objetos. Atividades cooperativas são mais indicadas do que as competitivas, os jogos devem ter regras simples. A criatividade do professor é fundamental, pois a modalidade escolhida será apenas mais um elemento a ser utilizado na aula.
Entre 6 e 12 anos as regras passam a ter grande importância, portanto a introdução de jogos com regras mais complexas é interessante. Permitir às crianças participarem da construção das regras, enfatizar jogos onde haja a cooperação x competição. A modalidade começa a ter mais importância na aula.
A partir dos 12 anos o Esporte Educacional pode ser introduzido, as regras da modalidade serão adapatadas de acordo com a idade dos praticantes e seu nível de habilidade até chegar á regra de fato. Atividades devem ser desafiadoras e a competição pode ser estimulada.
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